mas não consigo.
A boca abre-se e não sai um som.
As pernas mexem-se e o corpo não sai do sítio.
A lágrima cresce mas não caí.
A dor aumenta e o resto deixa de ter significado.
O dia acaba e nada mudou ou saiu do lugar onde não devia estar.
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domingo, 13 de novembro de 2011
terça-feira, 7 de junho de 2011
Adeus
Estava a ficar tarde, demasiado tarde.
Tinha-te pedido para saíres, convenceste-me a ficares.
Chamaram-te, hesitaste em ir.
Abri-te a porta, voltaste a fechar.
Continuavam a chamar-te, estava na altura de te ires embora, e foste.
Olhei-te da porta, caminhavas lentamente, como que receoso de não poderes voltar atrás. Olhaste para trás demasiadas vezes, recuaste, estendeste-me a mão.
Recusei, não me protegerias se fosse contigo, sabia-o bem.
Sabia-o apenas por instinto, fruto de um desconhecimento desconfortável, não te conhecia, não conhecia o teu verdadeiro eu porque essa não era a pessoa que eras para mim.
Antes desse dia, esquecia-me da tua existência. Foi arriscado trazer um desconhecido para a minha zona de conforto, e no entanto fi-lo.
As lágrimas caiam da minha cara a cada passo teu que aumentava a distância entre nós.
Olhava fixamente para ti. Retribuías, mas continuavas a andar.
Chamavam-te, podia ouvir o sussurrar dessa voz desagradável, espessa, vazia, falsa, mas não tão intensa quanto antes, estavas mais longe e contigo ela também.
Fechei a porta onde estava especada e dirigi-me para a janela, onde te vi, cada vez mais longe, cada vez mais pequeno.
Por um momento hesitaste, por pensares que não te via mais, por pensares que seria este o fim definitivo do que partilháramos, paraste, mas os teus olhos reticentes encontraram os meus sofredores a fitar-te novamente.
Descansaste. Estás confiante de que ainda te quero de volta.
Enganas-te, talvez e só apenas uma pequena parte, anestesiada pela dor, morta pelo tempo de saudade.
Mudou, o meu coração já não bate ao teu ritmo, o meu corpo frio já não anseia pelo calor, o meu nariz pelo teu odor, os meu ouvidos pela tua voz, mas sim pela temperatura amena, o odor, os sons que o reconfortam, o do conhecido.
Abri a janela. Pus a cabeça de fora. Acenei-te um adeus.
Desta vez, não é um convite para que voltes.
Tinha-te pedido para saíres, convenceste-me a ficares.
Chamaram-te, hesitaste em ir.
Abri-te a porta, voltaste a fechar.
Continuavam a chamar-te, estava na altura de te ires embora, e foste.
Olhei-te da porta, caminhavas lentamente, como que receoso de não poderes voltar atrás. Olhaste para trás demasiadas vezes, recuaste, estendeste-me a mão.
Recusei, não me protegerias se fosse contigo, sabia-o bem.
Sabia-o apenas por instinto, fruto de um desconhecimento desconfortável, não te conhecia, não conhecia o teu verdadeiro eu porque essa não era a pessoa que eras para mim.
Antes desse dia, esquecia-me da tua existência. Foi arriscado trazer um desconhecido para a minha zona de conforto, e no entanto fi-lo.
As lágrimas caiam da minha cara a cada passo teu que aumentava a distância entre nós.
Olhava fixamente para ti. Retribuías, mas continuavas a andar.
Chamavam-te, podia ouvir o sussurrar dessa voz desagradável, espessa, vazia, falsa, mas não tão intensa quanto antes, estavas mais longe e contigo ela também.
Fechei a porta onde estava especada e dirigi-me para a janela, onde te vi, cada vez mais longe, cada vez mais pequeno.
Por um momento hesitaste, por pensares que não te via mais, por pensares que seria este o fim definitivo do que partilháramos, paraste, mas os teus olhos reticentes encontraram os meus sofredores a fitar-te novamente.
Descansaste. Estás confiante de que ainda te quero de volta.
Enganas-te, talvez e só apenas uma pequena parte, anestesiada pela dor, morta pelo tempo de saudade.
Mudou, o meu coração já não bate ao teu ritmo, o meu corpo frio já não anseia pelo calor, o meu nariz pelo teu odor, os meu ouvidos pela tua voz, mas sim pela temperatura amena, o odor, os sons que o reconfortam, o do conhecido.
Abri a janela. Pus a cabeça de fora. Acenei-te um adeus.
Desta vez, não é um convite para que voltes.
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domingo, 27 de março de 2011
O laço desatou, fez ontem 2 meses
Não levem isto como um hábito, mas sim como uma pequena necessidade que surgiu agora, um desabafo.
Como já devem ter reparado, desde aquela pequena confusão do facebook que não voltei a escrever sobre ele, comecei simplesmente a ignorá-lo e a tentar à força toda tirá-lo da minha vida, e de certo modo até resultou, adormeci a minha parte apaixonada, a parte emocional. O problema é que hoje encontrei uma foto na net que não estava à espera de encontrar, e nessa foto ele estava com a cabeça por cima do meu ombro, a agarrar na minha mão com uma das suas enquanto a outra me apoiava a cintura. Não era suposto, mas essa foto fez brotar de novo a corrente de sentimentos que tanto me esforcei por parar. Na verdade, nunca deve ter ficado mesmo adormecida, deve apenas ter fechado os olhos.
A verdade é que eu continuo agostar dele, continuo a olhar todos os dias para o sítio onde ele me esperava de manhã, mas ele nunca mais lá esteve, a voz dele ainda me distrai, quando fizemos a avaliação de educação física e ele me agarrou, só quis que aquele momento passasse depressa para não abrir novamente uma ferida já a sarara, e no outro dia, quando estávamos na aula e ele se aproximou um pouco mais tive de tapar o nariz porque o cheiro dele traz-me imensas memórias que quero suprimir, dou por mim a afastar-me conscientemente dele com medo de não o conseguir esquecer.
Sim, todos me dizem que mereço melhor que ele e que o mundo está cheio de pessoas, e é verdade, e eu compreendo isso, e eu quero isso, mas então porque é que não me liberto desta prisão em que ele se tornou ?
Sabem, por vezes preferia que ele ainda visitasse o meu blog, porque isso significava que ainda se importava, e por vezes parece que sim, mas depois há sempre qualquer coisa que diz que não, que me chama de burra por ainda acreditar que ele pudesse sentir o mesmo que eu.
As atitudes dele magoam-me, mas ele não sabe, mas ele não quer saber, já não sei o que é pior, se é o facto de ele me ter deixado porque fez umamá interpretação das minhas acções e palavras, e sei que ele ainda continua a culpar-me por tudo o que aconteceu, ou se é o facto de me ter esquecido tão depressa. Isto leva-me a duas conclusões, ou ele nunca gostou de mim e vivemos um ano numa mentira (que espero sinceramente que não), ou ainda gosta e já desistiu de vez de nós.
Gostava que se ele visse este texto comentasse, mas ele nunca o fará, apenas pensará: Lá está ela a fazer desta relação uma montra mais uma vez. Só que está enganado porque nós já não temos uma relação, aliás, nós já não temos nada, rigorosamente nada.
Se ao menos o que eu visse nos olhos dele fosse verdadeiro, se ao menos ele dissesse que era, tal como todas as outras pessoas me dizem que ele não me esqueceu mas que o está a fazer à força, mas ele diz que é mentira, e por isso evito olhar para ele, não sou capaz de lhe ler amor enquanto ele nega tudo.
Tentei ver as diferenças na cara dele em fotos comigo enquanto namorados e com outras pessoas, mas isso deixou-me ainda mais triste porque a verdade é que não vejo diferenças nenhumas, não compreendo.
Amanhã tudo será melhor, o dia será outro, vou chegar à escola e não o vou fitar, com medo dos seus olhos, vou ignorar ter escrito este texto e vou olhar para a frente e rir-me das piadas habituais, apesar de continuar a vê-lo até no gesto mais básico, até no sítio mais improvável, porque ainda não descobri um sítio nesta cidade que não possua uma recordação minha e dele no passado, mas o tempo cura tudo (espero).
Neste momento o laço que durante catorze meses nos atou já se desprendeu dele, fiquei apenas eu a segurá-lo, recordação dolorosa do passado, enquanto ele partiu novamente em busca de outro tecido.
Como já devem ter reparado, desde aquela pequena confusão do facebook que não voltei a escrever sobre ele, comecei simplesmente a ignorá-lo e a tentar à força toda tirá-lo da minha vida, e de certo modo até resultou, adormeci a minha parte apaixonada, a parte emocional. O problema é que hoje encontrei uma foto na net que não estava à espera de encontrar, e nessa foto ele estava com a cabeça por cima do meu ombro, a agarrar na minha mão com uma das suas enquanto a outra me apoiava a cintura. Não era suposto, mas essa foto fez brotar de novo a corrente de sentimentos que tanto me esforcei por parar. Na verdade, nunca deve ter ficado mesmo adormecida, deve apenas ter fechado os olhos.
A verdade é que eu continuo a
Sim, todos me dizem que mereço melhor que ele e que o mundo está cheio de pessoas, e é verdade, e eu compreendo isso, e eu quero isso, mas então porque é que não me liberto desta prisão em que ele se tornou ?
Sabem, por vezes preferia que ele ainda visitasse o meu blog, porque isso significava que ainda se importava, e por vezes parece que sim, mas depois há sempre qualquer coisa que diz que não, que me chama de burra por ainda acreditar que ele pudesse sentir o mesmo que eu.
As atitudes dele magoam-me, mas ele não sabe, mas ele não quer saber, já não sei o que é pior, se é o facto de ele me ter deixado porque fez uma
Gostava que se ele visse este texto comentasse, mas ele nunca o fará, apenas pensará: Lá está ela a fazer desta relação uma montra mais uma vez. Só que está enganado porque nós já não temos uma relação, aliás, nós já não temos nada, rigorosamente nada.
Se ao menos o que eu visse nos olhos dele fosse verdadeiro, se ao menos ele dissesse que era, tal como todas as outras pessoas me dizem que ele não me esqueceu mas que o está a fazer à força, mas ele diz que é mentira, e por isso evito olhar para ele, não sou capaz de lhe ler amor enquanto ele nega tudo.
Tentei ver as diferenças na cara dele em fotos comigo enquanto namorados e com outras pessoas, mas isso deixou-me ainda mais triste porque a verdade é que não vejo diferenças nenhumas, não compreendo.
Amanhã tudo será melhor, o dia será outro, vou chegar à escola e não o vou fitar, com medo dos seus olhos, vou ignorar ter escrito este texto e vou olhar para a frente e rir-me das piadas habituais, apesar de continuar a vê-lo até no gesto mais básico, até no sítio mais improvável, porque ainda não descobri um sítio nesta cidade que não possua uma recordação minha e dele no passado, mas o tempo cura tudo (espero).
Neste momento o laço que durante catorze meses nos atou já se desprendeu dele, fiquei apenas eu a segurá-lo, recordação dolorosa do passado, enquanto ele partiu novamente em busca de outro tecido.
segunda-feira, 14 de março de 2011
Toda a verdade
(imagem - desenho que ele fez para mim quando completámos um mês juntos no dia 8 de Dezembro de 2009)
Hoje, mais uma vez pensei sobre nós, mas desta vez o pensamento foi diferente, foi algo sem qualquer esperanças de te encontrar no meu futuro, como namorado, amigo, ou outra coisa qualquer que lhe queiras chamar e decidi várias coisas, e de entre uma delas está este post, decidi contar-te toda a verdade, e vou fazê-lo por este meio porque é a única maneira que tenho de comunicar contigo.
Este será o meu último post sobre ti, pelo menos é o último que quero que leias, peço-te que depois de o leres não voltes a visitar o meu blog durante pelo menos dois meses, porque quero que a imagem que tenhas mais presente de mim não é a de uma rapariga depressiva e triste, mas da pessoa alegre e viva que fui enquanto me fazias feliz.
Aquilo que deves saber de mim e que não deves esquecer é que sou provavelmente a pessoa mais honesta que já conheceste e que nunca te menti, nunca te traí, nunca estive contigo sem te amar, nunca inventei nenhum sentimento nem disse nada que não sentisse, e ainda agora a minha ingénua honestidade venceu e levou a melhor sobre mim, porque eu sabia que nunca te deveria ter dito que acreditava que me amavas por causa dos teus olhos, porque saberia que isso teria consequências na nossa relação, mas mesmo assim disse-to e deixaste de me olhar, contínuo sem perceber se tinha razão ou não, porque a verdade é que talvez eu te conheça demasiado bem, mais do que qualquer um dos teus amigos, ou talvez eu te tenha conhecido demasiado bem, a verdade é que eu não deveria continuar a procurar em ti sinais de amor, e no entanto contínuo, e pior do que isso é que eu os encontrei, ou talvez tenha sido apenas a minha imaginação.
Devo dizer-te desde já que tu sempre foste alguém que eu admirei, porque eu sei que não tenho um feitio fácil, mas mesmo quando eu te tratava "mal" por estar chateada ou de mau humor tu nunca me deixaste e sempre tiveste lá para mim, eu puxei-te apenas porque pensei que irias muito mais além por mim, eu acreditei no que dizias de "para sempre". A parte má é que tu fizeste-me mesmo acreditar que era, fizeste-me acreditar que era só a mim que querias, que juntos iríamos ser um só e agir como tal. Por isso é que já não sei se devo acreditar no que vejo nos teus olhos, porque da última vez julguei ver mais e estava errada.
Até agora dei tudo por ti porque pensei que era comigo que serias mais feliz, pensei que era comigo que estavas realmente bem, porque o meu mundo parava quando olhavas para mim e sorrias daquela maneira apaixonada que só tu sabes. Mas agora acho que não é comigo que vais ser feliz, porque tu não confias em mim e tens medo, não precisas de mim para nada porque tens pessoas que te dão atenção da maneira que eu dava, como namorada, só que duvido que alguma delas goste mais de ti do que eu, desculpa. Eu só queria que soubesses que a tua felicidade importa-me, e se não é comigo que a vais obter então prefiro que procures outra pessoa como estás a fazer agora, por isso vou deixar-te em paz e ser apenas tua amiga, sei que não deveria dizer isto e que vou ser criticada por o dizer, mas apesar de tudo a tua felicidade continua acima da minha, como sempre esteve.
Eu estive lá para ti sempre, e continuo a estar, mesmo sabendo que não deveria, porque eu sei que agi muito mal, só que tu não tens a noção do quanto as tuas atitudes me feriram, cada dia me punhas o dedo na ferida outra vez e voltavas a abri-la.
Gostava de passar mais tempo contigo, falar mais contigo, sentir-te mais perto de mim, porque tu és a única pessoa a quem me dei a conhecer completamente, sabes tudo sobre mim, talvez não devesses mas sabes.
Sei que neste momento qualquer esperança de mais está morta, e não pode ressuscitar.
Eu Amo-te Pedro, não te esqueças <3
PS: Lamento tudo o que aconteceu, a sério que sim, isto podia ter durado "para sempre" ...
Hoje, mais uma vez pensei sobre nós, mas desta vez o pensamento foi diferente, foi algo sem qualquer esperanças de te encontrar no meu futuro, como namorado, amigo, ou outra coisa qualquer que lhe queiras chamar e decidi várias coisas, e de entre uma delas está este post, decidi contar-te toda a verdade, e vou fazê-lo por este meio porque é a única maneira que tenho de comunicar contigo.
Este será o meu último post sobre ti, pelo menos é o último que quero que leias, peço-te que depois de o leres não voltes a visitar o meu blog durante pelo menos dois meses, porque quero que a imagem que tenhas mais presente de mim não é a de uma rapariga depressiva e triste, mas da pessoa alegre e viva que fui enquanto me fazias feliz.
Aquilo que deves saber de mim e que não deves esquecer é que sou provavelmente a pessoa mais honesta que já conheceste e que nunca te menti, nunca te traí, nunca estive contigo sem te amar, nunca inventei nenhum sentimento nem disse nada que não sentisse, e ainda agora a minha ingénua honestidade venceu e levou a melhor sobre mim, porque eu sabia que nunca te deveria ter dito que acreditava que me amavas por causa dos teus olhos, porque saberia que isso teria consequências na nossa relação, mas mesmo assim disse-to e deixaste de me olhar, contínuo sem perceber se tinha razão ou não, porque a verdade é que talvez eu te conheça demasiado bem, mais do que qualquer um dos teus amigos, ou talvez eu te tenha conhecido demasiado bem, a verdade é que eu não deveria continuar a procurar em ti sinais de amor, e no entanto contínuo, e pior do que isso é que eu os encontrei, ou talvez tenha sido apenas a minha imaginação.
Devo dizer-te desde já que tu sempre foste alguém que eu admirei, porque eu sei que não tenho um feitio fácil, mas mesmo quando eu te tratava "mal" por estar chateada ou de mau humor tu nunca me deixaste e sempre tiveste lá para mim, eu puxei-te apenas porque pensei que irias muito mais além por mim, eu acreditei no que dizias de "para sempre". A parte má é que tu fizeste-me mesmo acreditar que era, fizeste-me acreditar que era só a mim que querias, que juntos iríamos ser um só e agir como tal. Por isso é que já não sei se devo acreditar no que vejo nos teus olhos, porque da última vez julguei ver mais e estava errada.
Até agora dei tudo por ti porque pensei que era comigo que serias mais feliz, pensei que era comigo que estavas realmente bem, porque o meu mundo parava quando olhavas para mim e sorrias daquela maneira apaixonada que só tu sabes. Mas agora acho que não é comigo que vais ser feliz, porque tu não confias em mim e tens medo, não precisas de mim para nada porque tens pessoas que te dão atenção da maneira que eu dava, como namorada, só que duvido que alguma delas goste mais de ti do que eu, desculpa. Eu só queria que soubesses que a tua felicidade importa-me, e se não é comigo que a vais obter então prefiro que procures outra pessoa como estás a fazer agora, por isso vou deixar-te em paz e ser apenas tua amiga, sei que não deveria dizer isto e que vou ser criticada por o dizer, mas apesar de tudo a tua felicidade continua acima da minha, como sempre esteve.
Eu estive lá para ti sempre, e continuo a estar, mesmo sabendo que não deveria, porque eu sei que agi muito mal, só que tu não tens a noção do quanto as tuas atitudes me feriram, cada dia me punhas o dedo na ferida outra vez e voltavas a abri-la.
Gostava de passar mais tempo contigo, falar mais contigo, sentir-te mais perto de mim, porque tu és a única pessoa a quem me dei a conhecer completamente, sabes tudo sobre mim, talvez não devesses mas sabes.
Sei que neste momento qualquer esperança de mais está morta, e não pode ressuscitar.
Eu Amo-te Pedro, não te esqueças <3
PS: Lamento tudo o que aconteceu, a sério que sim, isto podia ter durado "para sempre" ...
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Amar é esquecer ...

25 de Fevereiro de 2011
Acabamos outra vez, e agora, aposto com quem quiser aquilo que quiser em como nunca, mas nunca mais vamos voltar, ele não quer e agora eu também não quero, não vou sentir-me humilhada, não vou sentir-me gozada desta maneira por ele outra vez, todos os seres humanos têm sentimentos, eu também os tenho, e nem ele nem ninguém tem o direito de os magoar assim. Primeiro disse a uma amiga minha que já não gostava de mim, no domingo, e na segunda quis voltar, e mesmo quando perguntei várias vezes se ele tinha a certeza de que era aquilo que queria ele respondeu que sim, mas na quarta já não lhe apetecia. Eu não sou um brinquedo, eu sou um ser humano e tenho o direito de ser tratada como tal ...
Como é que ele foi capaz ? Ainda me disse que me queria proteger e que gostava de mim como amiga e que queria que ficássemos assim na boa porque ele não me tratava de maneira igual ao que tratava as outras raparigas. Concordo, porque ao contrário do que acontece com as outras, ele comigo quase não fala, despreze-me, ignora-me, eu não sou alguém que ele vai ter lá para quando não tiver mais ninguém, não sirvo só para os tempos livres e espero que ele perceba isso...
Quando me disse que me queria proteger eu disse que ele nunca tinha sido capaz de me proteger dele próprio e quando me ofereceu a sua amizade eu disse-lhe que se eu estivesse numa má situação ele não ia ser capaz de me ajudar, e infelizmente eu já passei por uma dessas situações, ou melhor, estou a passar e a única coisa que ele conseguiu dizer quando eu estava deprimida foi "não tenho de levar com os teus pessimismos" e "se precisasses de ajuda pedias"...
Agora faço-me esta pergunta a mim mesma, será que é preciso pedir aos nossos verdadeiros amigos que nos ajudem ? Ou será que eles são capazes de ver quando precisamos de ajuda ? Eu só sei que de entre todas as pessoas a quem contei ele foi o único que não sentiu que devia dar uma palavra de conforto ...
Aquilo que sinto agora: raiva, ódio, mágoa, e infelizmente amor, mas vou erradicar esse sentimento do meu corpo, ele não me merece e é nisso que tenho estado a pensar.
Digamos que sim, eu fui uma besta com ele na última fase do namoro, e por isso acabou, mas eu dei a vota a isso e a única coisa que ele fez foi ser um insensível e não se preocupar minimamente com isso.
Não sei se digo isto da boca para fora ou não, mas acho que foi bom termos acabado, porque assim eu conheci verdadeiro Pedro, aquele que me ignora, despreza, magoa, que só se preocupa com ele e não quer saber dos meus sentimentos, esse é o Pedro que eu nunca esperei que ele fosse mas que afinal é quem ele é.
O pior de tudo é sair daqui desiludida com ele, e pensar que posso ter andado um ano iludida com uma coisa que na realidade não era assim, pensar que esta relação que considerei perfeito foi uma espécie de "mentira", porque quem ama como ele dizia não é capaz de esquecer como ele esqueceu, porque se alguma vez o para sempre é dito, então devemos ser capazes de lutar por ele até ao fim sem desistir, e isso faz-me pensar no que é que eu andei a fazer ? Porque é que não mantive a minha distância de segurança para que ele não me magoasse ? porque é que me atirei de cabeça quando sabia que o mais provável era ninguém estar lá para me apanhar ? Agora não vale a pena chorar sobre o leite derramado porque não há nada a fazer.
Quem me dera que ele continuasse a mesma pessoa que eu achava que ele era, o rapaz ideal para mim.
Não tenho mais motivos para o amar, ele não é a pessoa que eu amei, ele não é mais a pessoa que eu conheci, o Pedro que eu conheci morreu, ele agora é outra pessoa diferente à qual eu sou indiferente e que ele considera limitada e que está a viver morta ...
Para que conste, eu não estou ao viver morta e sim, ele tem razão, só leva com os meus pessimismos quem quer e está disposto a aturar-me e gostar de mim ...
Se ele alguma vez me tentou proteger como ele diz então não foi capaz, só foi capaz de me magoar ainda mais, e se tivesse assim tanto interesse em ser meu amigo então ele lutaria mais por isso. Mas é sempre mais fácil desistir, é sempre mais fácil ignorar.
Não o compreendo ...
Não me compreendo...
Porque é que a vida tem de se complicar ? Porque é que não pode tudo ser fácil e perfeito como antes ? A inocência de estar incondicionalmente apaixonada sem mais nada importar, para onde foi isso ? Para onde foi a correspondência ?
Acho que simplesmente o mundo não funciona assim ...
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