Como já devem ter reparado, desde aquela pequena confusão do facebook que não voltei a escrever sobre ele, comecei simplesmente a ignorá-lo e a tentar à força toda tirá-lo da minha vida, e de certo modo até resultou, adormeci a minha parte apaixonada, a parte emocional. O problema é que hoje encontrei uma foto na net que não estava à espera de encontrar, e nessa foto ele estava com a cabeça por cima do meu ombro, a agarrar na minha mão com uma das suas enquanto a outra me apoiava a cintura. Não era suposto, mas essa foto fez brotar de novo a corrente de sentimentos que tanto me esforcei por parar. Na verdade, nunca deve ter ficado mesmo adormecida, deve apenas ter fechado os olhos.
A verdade é que eu continuo a
Sim, todos me dizem que mereço melhor que ele e que o mundo está cheio de pessoas, e é verdade, e eu compreendo isso, e eu quero isso, mas então porque é que não me liberto desta prisão em que ele se tornou ?
Sabem, por vezes preferia que ele ainda visitasse o meu blog, porque isso significava que ainda se importava, e por vezes parece que sim, mas depois há sempre qualquer coisa que diz que não, que me chama de burra por ainda acreditar que ele pudesse sentir o mesmo que eu.
As atitudes dele magoam-me, mas ele não sabe, mas ele não quer saber, já não sei o que é pior, se é o facto de ele me ter deixado porque fez uma
Gostava que se ele visse este texto comentasse, mas ele nunca o fará, apenas pensará: Lá está ela a fazer desta relação uma montra mais uma vez. Só que está enganado porque nós já não temos uma relação, aliás, nós já não temos nada, rigorosamente nada.
Se ao menos o que eu visse nos olhos dele fosse verdadeiro, se ao menos ele dissesse que era, tal como todas as outras pessoas me dizem que ele não me esqueceu mas que o está a fazer à força, mas ele diz que é mentira, e por isso evito olhar para ele, não sou capaz de lhe ler amor enquanto ele nega tudo.
Tentei ver as diferenças na cara dele em fotos comigo enquanto namorados e com outras pessoas, mas isso deixou-me ainda mais triste porque a verdade é que não vejo diferenças nenhumas, não compreendo.
Amanhã tudo será melhor, o dia será outro, vou chegar à escola e não o vou fitar, com medo dos seus olhos, vou ignorar ter escrito este texto e vou olhar para a frente e rir-me das piadas habituais, apesar de continuar a vê-lo até no gesto mais básico, até no sítio mais improvável, porque ainda não descobri um sítio nesta cidade que não possua uma recordação minha e dele no passado, mas o tempo cura tudo (espero).
Neste momento o laço que durante catorze meses nos atou já se desprendeu dele, fiquei apenas eu a segurá-lo, recordação dolorosa do passado, enquanto ele partiu novamente em busca de outro tecido.

Nenhum comentário:
Postar um comentário