E ali estava eu, especada a olhar para ti, como se subitamente a minha figura de idiota já não interessasse a ninguém, não me importava, eras tu, e olhar para ti era o único prazer a que me podia dar.
Sentia a tua falta.
Acompanhava os teus passos em silêncio, como se uma única distração me fizesse perder-te para sempre.
Subitamente os dois beijinhos de bom dia não chegam, subitamente preciso de mais.
O mais estranho de tudo é que não ocupaste o vazio, mas sim arranjaste um espaço que não existia antes e ficaste por lá, à espera que eu me decidisse a falar, apesar de saberes que isso nunca iria acontecer.
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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
Hard to understand
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quarta-feira, 31 de agosto de 2011
maybe
Olho e encontro um sentimento, uma cumplicidade diferente.
É estranho, e no entanto é bom, novo, desigual do que a vida já me tinha dado a conhecer. Não se compara, não se explica, apenas se sente: conforto, estabilidade e segurança; um aroma, um som, um sabor sempre presente; uma sequência de imagens felizes que não termina e não repete; uma proximidade que a distância não separa, uma confiança que o ciúme não quebra, uma saudade que o tempo não apaga.
Demasiado complexo para ser falado e inexplicável para ser escrito, é só o amor: o sentimento mais fácil de sentir e mais difícil de deixar, uma droga que se espalha pelo corpo, que consome e vicia, que controla o agir e o pensar, que mantém um sorriso nos lábios, um brilho nos olhos e um ritmo acelerado no coração.
Uma luz que ilumina o vazio, uma melodia que preenche o silêncio, um lugar novo mas familiar, uma chama fria que derrete a neve, uma felicidade partilhada, uma mão.
És tu, sou eu, um rio que brota do cume da montanha, fresco, forte, jovial, incansável em todo o seu leito. Um fio de água que se torna num oceano, que cresce, que supera tudo. Uma luz incandescente que não se apaga. Um ruído que não se extingue. Vida que não morre.
É o amor, puro desinteressado, primitivo. E nada mais importa.
É estranho, e no entanto é bom, novo, desigual do que a vida já me tinha dado a conhecer. Não se compara, não se explica, apenas se sente: conforto, estabilidade e segurança; um aroma, um som, um sabor sempre presente; uma sequência de imagens felizes que não termina e não repete; uma proximidade que a distância não separa, uma confiança que o ciúme não quebra, uma saudade que o tempo não apaga.
Demasiado complexo para ser falado e inexplicável para ser escrito, é só o amor: o sentimento mais fácil de sentir e mais difícil de deixar, uma droga que se espalha pelo corpo, que consome e vicia, que controla o agir e o pensar, que mantém um sorriso nos lábios, um brilho nos olhos e um ritmo acelerado no coração.
Uma luz que ilumina o vazio, uma melodia que preenche o silêncio, um lugar novo mas familiar, uma chama fria que derrete a neve, uma felicidade partilhada, uma mão.
És tu, sou eu, um rio que brota do cume da montanha, fresco, forte, jovial, incansável em todo o seu leito. Um fio de água que se torna num oceano, que cresce, que supera tudo. Uma luz incandescente que não se apaga. Um ruído que não se extingue. Vida que não morre.
É o amor, puro desinteressado, primitivo. E nada mais importa.
É o amor.
terça-feira, 21 de junho de 2011
o sonho
Caminhávamos na praia, à beira da água.
Os pés descalços iam lado a lado, avançando lentamente, quando paraste e me sentaste ao teu lado numa rocha, enquanto o mar tocava para nós a música "A River Flows in You".
Um sonho ou um pesadelo, debatia eu na minha cabeça. Um sonho, só podia ser um sonho, e no entanto, a dúvida assombrava-me.
Fitávamos ambos o horizonte, como que sendo a linha do presente, que separava o passado conhecido do futuro incerto.
A tua mão agarrava firmemente a minha, como que querendo assegurar-se de que eu nunca partiria.
Consegui sentir o teu calor, era isso que me mantinha amena, não era o suficiente para me fazer escaldar, mas pelo menos impedia-me de estar fria.
Nenhum se atrevia a falar, e só a tua respiração profunda me acalmava e garantia que continuavas ali.
Docemente agarraste a minha cara e fitaste os meus olhos.
Era aquilo que eu queria, era aquilo que tu querias.
De súbito beijaste-me, calma e calorosamente, e só eu sei o quão estranho e bom o beijo foi, apaixonado, tenebroso, intemporal. Os teus lábios descreviam contra os meus tudo o que sentias e tudo o que me fazias sentir: o nosso passado, todas as coisas boas e más, as discussões, as noites em que adormecia e acordava ao teu lado e mesmo assim não tinha a certeza de lá estares, quando ia à janela e soprava ao vento um beijo, desejando que ele te fosse entregue. Reflectia o conhecido e o desconhecido, o confortável e o desconfortável, a certeza e a incerteza, o medo e o amor, esse principalmente.
Arrebatada pela corrente de emoções senti-me atordoada, e enconstei a minha cabeça ao teu ombro.
Adormeci. Esperava que lá estivesses quando voltasse a acordar.
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sábado, 4 de junho de 2011
Up side down
Acabou
Foste um erro do passado, mas não
Não posso dizer que tenhas sido indiferente
não foste,
foste um amor perdido
Não, não
consigo olhar os teus olhos
Apesar de tudo o que aconteceu
agora és fraco
e continuas a sê-lo, mas no fundo
Antes eras diferente
Não te aproximes de mim
Não quero que
o meu futuro te pertença
Espero que,
que tenhas mágoas como eu tive
Não desejo
que tenhas felicidades e alegria
Porque de ti só quero
ódio e indiferença
Porque não posso dizer: quero para ti
amor, não tristeza
Não sinto mais que isso,
Não aguento esconder
Foste um erro do passado, mas não
Não posso dizer que tenhas sido indiferente
não foste,
foste um amor perdido
Não, não
consigo olhar os teus olhos
Apesar de tudo o que aconteceu
agora és fraco
e continuas a sê-lo, mas no fundo
Antes eras diferente
Não te aproximes de mim
Não quero que
o meu futuro te pertença
Espero que,
que tenhas mágoas como eu tive
Não desejo
que tenhas felicidades e alegria
Porque de ti só quero
ódio e indiferença
Porque não posso dizer: quero para ti
amor, não tristeza
Não sinto mais que isso,
Não aguento esconder
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Tanta coisa, tão pouco tempo
Mais um ano, mais um mês, um dia, uma hora, um minuto, um segundo. Tempo perdido, aproveitado, esquecido ou recordado, isso não importa, passou e não vai voltar.
Estava a reflectir acerca desta questão do tempo quando sem querer fiz uma analogia do amor, uma vida, numa semana, eis as minhas conclusões:
No primeiro dia tudo é perfeito, os olhos abrem ligeiramente e comtemplam a luz pela primeira vez, tudo à volta provoca espanto, é um mundo novo, é a alegria de estar vivo.
No segundo dia as coisas evoluem, nem tudo é prefeito, mas pelo menos é próximo disso, continua a sorrir, a ter um motivo para tal, os olhos, apesar de mais abertos agora, continuam semi-cerrados com medo que a luz os segue e aquela imagem sobrenatural desapareça, o corpo começa a mexer, devagar, com medo de ser demasiado frágil que qualquer movimento brusco possa partir.
É no meio desta alegria que o terceiro dia surge, uma chapada que acorda o corpo dormente e lhe abre os olhos, que mostra as imperfeições do mundo. Quando vemos o cenário que esse corpo, agora desperto atravessa, chegamos à conclusão que de alguma forma se relaciona connosco, que é o nosso amor, a nossa relação que terminou, ficamos algo desiludidos, pensamos que é "na boa", que estamos melhor assim, que assim é mais fácil, dizemos um falso adeus e ordenamos ao nosso corpo que se desprenda do que aconteceu.
Mas é nessa altura que o quarto dia chega, quando o nosso corpo não obecede, quando dizemos que não é possível tanta coisa ter mudado em tão pouco tempo, quando na realidade já não temos a certeza de como é que estavamos melhor, quando tentamos que tudo volte a ser como antes e só obtemos um falhanço, quando percebemos que as coisas fugiram do nosso controlo e que agora estão incontroláveis, e mais uma vez juramos que esta foi a última vez que tentamos.
É neste misto de sentimentos como a repulsa, o amor, a rejeição, o ódio e a raiva que o quinto dia chega, quando queriamos que a semana já tivesse acabado, quando o corpo se balança ao sabor do vento sem um destino predefinido, quando não queremos sentir ciúmes mas continuamos a senti-los, quando queriamos odiar a outra pessoa mas continuamos a amá-la, quando adormecemos e acordamos a pensar nela, quando queremos que ela saia da nossa vida e ela não sai, dizemos que acabou de vez, mas na realidade mantemos as esperanças.
Oh aguardado sexto dia, és tu que vais preparar o corpo velho e usado para a morte, és tu que vais iniciar a conclusão da história, porque é no sexto dia que finalmente tomamos uma atitude, que dizemos acabou e que temos mesmo intenção de o fazer, e a partir daí seguimos em frente, as coisas continuam a ter importância mas ignoramos, ignoramos tudo o que aconteceu e tudo o que está a acontecer, os olhos continuam a cruzar-se e os corpos a tocar-se, mas já não têm a mesma intensidade, o sentimento diminui, e diminui, e diminui, tudo o que intensificava o sentimento deixa de fazer sentido, começa a desaparecer.
E finalmente a conclusão da semana, o sétimo dia, quando podemos finalmente descansar em paz. Dizemos palavras de agradecimento à pessoa com quem começamos a semana e a todas as outras que nos ajudaram a continuá-la quando a outra nos abandonou, olhamos para os objectos referentes aos primeiros dois dias, já não significam nada, vemos as fotografias, lemos os textos românticos e tudo o que sai é um sorriso, não há saudade, não há mágoa, apenas paz, a tão aguardada paz. Aquele corpo finalmente morreu, foi enterrado para nunca mais ressuscitar. Aceitamos as recordações do passado e caminhamos rumo a uma nova semana, é um ciclo vicioso porque tudo tem um princípio, mas também um fim.
Parece que me enganei, parece que afinal o meu tempo nunca parou, mesmo que lentamente ele esteve sempre a correr, agora consigo perceber isso.
Olho pela janela e vejo os primeiros raios de Sol da madrugada, é o início do sexto dia ...
Estava a reflectir acerca desta questão do tempo quando sem querer fiz uma analogia do amor, uma vida, numa semana, eis as minhas conclusões:
No primeiro dia tudo é perfeito, os olhos abrem ligeiramente e comtemplam a luz pela primeira vez, tudo à volta provoca espanto, é um mundo novo, é a alegria de estar vivo.
No segundo dia as coisas evoluem, nem tudo é prefeito, mas pelo menos é próximo disso, continua a sorrir, a ter um motivo para tal, os olhos, apesar de mais abertos agora, continuam semi-cerrados com medo que a luz os segue e aquela imagem sobrenatural desapareça, o corpo começa a mexer, devagar, com medo de ser demasiado frágil que qualquer movimento brusco possa partir.
É no meio desta alegria que o terceiro dia surge, uma chapada que acorda o corpo dormente e lhe abre os olhos, que mostra as imperfeições do mundo. Quando vemos o cenário que esse corpo, agora desperto atravessa, chegamos à conclusão que de alguma forma se relaciona connosco, que é o nosso amor, a nossa relação que terminou, ficamos algo desiludidos, pensamos que é "na boa", que estamos melhor assim, que assim é mais fácil, dizemos um falso adeus e ordenamos ao nosso corpo que se desprenda do que aconteceu.
Mas é nessa altura que o quarto dia chega, quando o nosso corpo não obecede, quando dizemos que não é possível tanta coisa ter mudado em tão pouco tempo, quando na realidade já não temos a certeza de como é que estavamos melhor, quando tentamos que tudo volte a ser como antes e só obtemos um falhanço, quando percebemos que as coisas fugiram do nosso controlo e que agora estão incontroláveis, e mais uma vez juramos que esta foi a última vez que tentamos.
É neste misto de sentimentos como a repulsa, o amor, a rejeição, o ódio e a raiva que o quinto dia chega, quando queriamos que a semana já tivesse acabado, quando o corpo se balança ao sabor do vento sem um destino predefinido, quando não queremos sentir ciúmes mas continuamos a senti-los, quando queriamos odiar a outra pessoa mas continuamos a amá-la, quando adormecemos e acordamos a pensar nela, quando queremos que ela saia da nossa vida e ela não sai, dizemos que acabou de vez, mas na realidade mantemos as esperanças.
Oh aguardado sexto dia, és tu que vais preparar o corpo velho e usado para a morte, és tu que vais iniciar a conclusão da história, porque é no sexto dia que finalmente tomamos uma atitude, que dizemos acabou e que temos mesmo intenção de o fazer, e a partir daí seguimos em frente, as coisas continuam a ter importância mas ignoramos, ignoramos tudo o que aconteceu e tudo o que está a acontecer, os olhos continuam a cruzar-se e os corpos a tocar-se, mas já não têm a mesma intensidade, o sentimento diminui, e diminui, e diminui, tudo o que intensificava o sentimento deixa de fazer sentido, começa a desaparecer.
E finalmente a conclusão da semana, o sétimo dia, quando podemos finalmente descansar em paz. Dizemos palavras de agradecimento à pessoa com quem começamos a semana e a todas as outras que nos ajudaram a continuá-la quando a outra nos abandonou, olhamos para os objectos referentes aos primeiros dois dias, já não significam nada, vemos as fotografias, lemos os textos românticos e tudo o que sai é um sorriso, não há saudade, não há mágoa, apenas paz, a tão aguardada paz. Aquele corpo finalmente morreu, foi enterrado para nunca mais ressuscitar. Aceitamos as recordações do passado e caminhamos rumo a uma nova semana, é um ciclo vicioso porque tudo tem um princípio, mas também um fim.
Parece que me enganei, parece que afinal o meu tempo nunca parou, mesmo que lentamente ele esteve sempre a correr, agora consigo perceber isso.
Olho pela janela e vejo os primeiros raios de Sol da madrugada, é o início do sexto dia ...
segunda-feira, 14 de março de 2011
Toda a verdade
(imagem - desenho que ele fez para mim quando completámos um mês juntos no dia 8 de Dezembro de 2009)
Hoje, mais uma vez pensei sobre nós, mas desta vez o pensamento foi diferente, foi algo sem qualquer esperanças de te encontrar no meu futuro, como namorado, amigo, ou outra coisa qualquer que lhe queiras chamar e decidi várias coisas, e de entre uma delas está este post, decidi contar-te toda a verdade, e vou fazê-lo por este meio porque é a única maneira que tenho de comunicar contigo.
Este será o meu último post sobre ti, pelo menos é o último que quero que leias, peço-te que depois de o leres não voltes a visitar o meu blog durante pelo menos dois meses, porque quero que a imagem que tenhas mais presente de mim não é a de uma rapariga depressiva e triste, mas da pessoa alegre e viva que fui enquanto me fazias feliz.
Aquilo que deves saber de mim e que não deves esquecer é que sou provavelmente a pessoa mais honesta que já conheceste e que nunca te menti, nunca te traí, nunca estive contigo sem te amar, nunca inventei nenhum sentimento nem disse nada que não sentisse, e ainda agora a minha ingénua honestidade venceu e levou a melhor sobre mim, porque eu sabia que nunca te deveria ter dito que acreditava que me amavas por causa dos teus olhos, porque saberia que isso teria consequências na nossa relação, mas mesmo assim disse-to e deixaste de me olhar, contínuo sem perceber se tinha razão ou não, porque a verdade é que talvez eu te conheça demasiado bem, mais do que qualquer um dos teus amigos, ou talvez eu te tenha conhecido demasiado bem, a verdade é que eu não deveria continuar a procurar em ti sinais de amor, e no entanto contínuo, e pior do que isso é que eu os encontrei, ou talvez tenha sido apenas a minha imaginação.
Devo dizer-te desde já que tu sempre foste alguém que eu admirei, porque eu sei que não tenho um feitio fácil, mas mesmo quando eu te tratava "mal" por estar chateada ou de mau humor tu nunca me deixaste e sempre tiveste lá para mim, eu puxei-te apenas porque pensei que irias muito mais além por mim, eu acreditei no que dizias de "para sempre". A parte má é que tu fizeste-me mesmo acreditar que era, fizeste-me acreditar que era só a mim que querias, que juntos iríamos ser um só e agir como tal. Por isso é que já não sei se devo acreditar no que vejo nos teus olhos, porque da última vez julguei ver mais e estava errada.
Até agora dei tudo por ti porque pensei que era comigo que serias mais feliz, pensei que era comigo que estavas realmente bem, porque o meu mundo parava quando olhavas para mim e sorrias daquela maneira apaixonada que só tu sabes. Mas agora acho que não é comigo que vais ser feliz, porque tu não confias em mim e tens medo, não precisas de mim para nada porque tens pessoas que te dão atenção da maneira que eu dava, como namorada, só que duvido que alguma delas goste mais de ti do que eu, desculpa. Eu só queria que soubesses que a tua felicidade importa-me, e se não é comigo que a vais obter então prefiro que procures outra pessoa como estás a fazer agora, por isso vou deixar-te em paz e ser apenas tua amiga, sei que não deveria dizer isto e que vou ser criticada por o dizer, mas apesar de tudo a tua felicidade continua acima da minha, como sempre esteve.
Eu estive lá para ti sempre, e continuo a estar, mesmo sabendo que não deveria, porque eu sei que agi muito mal, só que tu não tens a noção do quanto as tuas atitudes me feriram, cada dia me punhas o dedo na ferida outra vez e voltavas a abri-la.
Gostava de passar mais tempo contigo, falar mais contigo, sentir-te mais perto de mim, porque tu és a única pessoa a quem me dei a conhecer completamente, sabes tudo sobre mim, talvez não devesses mas sabes.
Sei que neste momento qualquer esperança de mais está morta, e não pode ressuscitar.
Eu Amo-te Pedro, não te esqueças <3
PS: Lamento tudo o que aconteceu, a sério que sim, isto podia ter durado "para sempre" ...
Hoje, mais uma vez pensei sobre nós, mas desta vez o pensamento foi diferente, foi algo sem qualquer esperanças de te encontrar no meu futuro, como namorado, amigo, ou outra coisa qualquer que lhe queiras chamar e decidi várias coisas, e de entre uma delas está este post, decidi contar-te toda a verdade, e vou fazê-lo por este meio porque é a única maneira que tenho de comunicar contigo.
Este será o meu último post sobre ti, pelo menos é o último que quero que leias, peço-te que depois de o leres não voltes a visitar o meu blog durante pelo menos dois meses, porque quero que a imagem que tenhas mais presente de mim não é a de uma rapariga depressiva e triste, mas da pessoa alegre e viva que fui enquanto me fazias feliz.
Aquilo que deves saber de mim e que não deves esquecer é que sou provavelmente a pessoa mais honesta que já conheceste e que nunca te menti, nunca te traí, nunca estive contigo sem te amar, nunca inventei nenhum sentimento nem disse nada que não sentisse, e ainda agora a minha ingénua honestidade venceu e levou a melhor sobre mim, porque eu sabia que nunca te deveria ter dito que acreditava que me amavas por causa dos teus olhos, porque saberia que isso teria consequências na nossa relação, mas mesmo assim disse-to e deixaste de me olhar, contínuo sem perceber se tinha razão ou não, porque a verdade é que talvez eu te conheça demasiado bem, mais do que qualquer um dos teus amigos, ou talvez eu te tenha conhecido demasiado bem, a verdade é que eu não deveria continuar a procurar em ti sinais de amor, e no entanto contínuo, e pior do que isso é que eu os encontrei, ou talvez tenha sido apenas a minha imaginação.
Devo dizer-te desde já que tu sempre foste alguém que eu admirei, porque eu sei que não tenho um feitio fácil, mas mesmo quando eu te tratava "mal" por estar chateada ou de mau humor tu nunca me deixaste e sempre tiveste lá para mim, eu puxei-te apenas porque pensei que irias muito mais além por mim, eu acreditei no que dizias de "para sempre". A parte má é que tu fizeste-me mesmo acreditar que era, fizeste-me acreditar que era só a mim que querias, que juntos iríamos ser um só e agir como tal. Por isso é que já não sei se devo acreditar no que vejo nos teus olhos, porque da última vez julguei ver mais e estava errada.
Até agora dei tudo por ti porque pensei que era comigo que serias mais feliz, pensei que era comigo que estavas realmente bem, porque o meu mundo parava quando olhavas para mim e sorrias daquela maneira apaixonada que só tu sabes. Mas agora acho que não é comigo que vais ser feliz, porque tu não confias em mim e tens medo, não precisas de mim para nada porque tens pessoas que te dão atenção da maneira que eu dava, como namorada, só que duvido que alguma delas goste mais de ti do que eu, desculpa. Eu só queria que soubesses que a tua felicidade importa-me, e se não é comigo que a vais obter então prefiro que procures outra pessoa como estás a fazer agora, por isso vou deixar-te em paz e ser apenas tua amiga, sei que não deveria dizer isto e que vou ser criticada por o dizer, mas apesar de tudo a tua felicidade continua acima da minha, como sempre esteve.
Eu estive lá para ti sempre, e continuo a estar, mesmo sabendo que não deveria, porque eu sei que agi muito mal, só que tu não tens a noção do quanto as tuas atitudes me feriram, cada dia me punhas o dedo na ferida outra vez e voltavas a abri-la.
Gostava de passar mais tempo contigo, falar mais contigo, sentir-te mais perto de mim, porque tu és a única pessoa a quem me dei a conhecer completamente, sabes tudo sobre mim, talvez não devesses mas sabes.
Sei que neste momento qualquer esperança de mais está morta, e não pode ressuscitar.
Eu Amo-te Pedro, não te esqueças <3
PS: Lamento tudo o que aconteceu, a sério que sim, isto podia ter durado "para sempre" ...
terça-feira, 6 de abril de 2010
Ana Lúcia Pinto e Filipe
Irmã do meio, escrevi para ela: dela para mim:
A minha irmã é alguém A minha irmã é
Alguém muito especial A minha melhor amiga
Faz-me ter orgulho nela Apesar de de vez em quando
E nunca lhe desejar mal Lá termos a nossa briga
Pode fazer-me chorar Nela posso confiar
Pode fazer-me sorrir Todos os meus segredos
Pode aborrecer-me Sinto que com ela estou segura, porque ela me ajuda
Mas também me pode divertir A superar os meus medos
Não escolhi conhece-la Não sei o quanto ela gosta de mim
Já tinha nascido assim Mas hoje fiquei a pensar
Não me arrependo nada disso De tudo o que me disse
Acho que a sorte gostou de mim Sobre isto de gostar
Pode ser chata e infantil Os meus melhores momentos
Pode ser tudo o que ela quiser Com ela foram passados
Não preciso dela para ser feliz E vão ficar para sempre
Preciso dela para viver. Na minha memória gravados
--------------------------- Ainda não lhe disse
--------------------------- Mas ela vai adivinhar
--------------------------- Que o quanto ela gosta de mim
--------------------------- Eu gosto dela a dobrar.
Agora temos de escrever um dedicado a Maria Inês Pinto e Filipe, a nossa maninha mais nova.
A minha irmã é alguém A minha irmã é
Alguém muito especial A minha melhor amiga
Faz-me ter orgulho nela Apesar de de vez em quando
E nunca lhe desejar mal Lá termos a nossa briga
Pode fazer-me chorar Nela posso confiar
Pode fazer-me sorrir Todos os meus segredos
Pode aborrecer-me Sinto que com ela estou segura, porque ela me ajuda
Mas também me pode divertir A superar os meus medos
Não escolhi conhece-la Não sei o quanto ela gosta de mim
Já tinha nascido assim Mas hoje fiquei a pensar
Não me arrependo nada disso De tudo o que me disse
Acho que a sorte gostou de mim Sobre isto de gostar
Pode ser chata e infantil Os meus melhores momentos
Pode ser tudo o que ela quiser Com ela foram passados
Não preciso dela para ser feliz E vão ficar para sempre
Preciso dela para viver. Na minha memória gravados
--------------------------- Ainda não lhe disse
--------------------------- Mas ela vai adivinhar
--------------------------- Que o quanto ela gosta de mim
--------------------------- Eu gosto dela a dobrar.
Agora temos de escrever um dedicado a Maria Inês Pinto e Filipe, a nossa maninha mais nova.
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