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sábado, 4 de junho de 2011

Up side down

Acabou
Foste um erro do passado, mas não
Não posso dizer que tenhas sido indiferente
não foste,
foste um amor perdido
Não, não
consigo olhar os teus olhos
Apesar de tudo o que aconteceu
agora és fraco
e continuas a sê-lo, mas no fundo
Antes eras diferente
Não te aproximes de mim
Não quero que
o meu futuro te pertença
Espero que,
que tenhas mágoas como eu tive
Não desejo
que tenhas felicidades e alegria
Porque de ti só quero
ódio e indiferença
Porque não posso dizer: quero para ti
amor, não tristeza
Não sinto mais que isso,
Não aguento esconder

sábado, 14 de maio de 2011

Confusão de ódios

Ódio alimenta mais ódio que cria uma sede e desejo de vingança insaciável que corrompe até ao fundo do ser de cada um vez.
Olho por olho dente por dente é o lema de todos, manipulação, vingança, dor, faz tudo parte do mesmo alfabeto, o da malvadez, que nos prende e não nos larga enquanto não fizermos sofrer aqueles que o fizeram connosco.
Arrastamos quem gostamos para o meio dessa roleta na qual e hipótese de escapar impune é mínima, magoamos os outros, nós e os nossos.
Hoje a compaixão e pena levou-me a sentir sede de vingança outra vez, mas acabou. Magico macabros planos na minha mente deturpada pelo ódio de quem um dia roubou e esfolou os meus sentimentos para que demorassem a sarar.
Não sararam, os pontos que ligam a carne do que resta deles ainda estão por remover, e por isso sou arrastada para esta corrida contra o participar muito no mal.
Mas acabou, não quero mais sujidade para as mãos que estou a limpar, as minhas, prefiro sair digna e elevada do patamar onde se colocaram e para onde me puxam.
Não vou magoar, não me vou vingar, vou proteger os meus, vou proteger-me a mim.