quinta-feira, 7 de abril de 2011

The return of the control

Era o descontrolo total, não sei como aconteceu, só sei que aconteceu.
De um dia para o outro fui perdendo o controlo de tudo o que tinha a ver comigo, primeiro foi a formação musical, depois o inglês, as relações amorosas, o piano, a escola e até as relações familiares.
Foi uma confusão danada, para qualquer lado que me virasse, qualquer palavra que dissesse, qualquer gesto, tudo piorava todas as situações. Se tentasse resolver de um lado piorava no outro. De um dia para o outro perdi-me completamente na descontrolada confusão em que se tinha tornado a minha vida, claro que não era a primeira vez que tinha perdido o controlo de alguma coisa, mas nunca de tantas coisas ao mesmo tempo, não sabia o que fazer, vacilei, chorei, quase que desisti de tentar arrumar tudo no sítio onde sempre deveria ter estado.
Mas nunca se deve desistir, e sinceramente não me considero uma pessoa que desiste com facilidade (a não ser as coisas não valham a pena).
Lutei, lutei e lutei, e acho que finalmente estou a conseguir voltar a pôr tudo no seu devido lugar porque subitamente as coisas começam a fazer sentido.
A formação musical continua descontrolada, mas o inglês já está melhor, o piano continua mal, mas já sei o que deva fazer para melhorar, a escola está a correr melhor, as relações familiares já não são mais um problema e começo, finalmente, a conseguir moldar, mais ou menos, os meus sentimentos em relação às relações amorosas.
É tão bom quando as coisas começam a voltar ao sítio onde pertencem. Agora a pergunta fulcral, porque é que as coisas têm de estar sobre o meu controlo ?
Porque enquanto as controlo sinto que consigo escolher o rumo mais acertado para seguir e não apenas um aleatório, porque consigo definir o que é melhor para mim. Porque enquanto as controlo a vida faz sentido, há sonhos, há futuro ...

Um comentário:

  1. descontrolo também é bom, desde que controles o descontrolo, gostei patricia

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